segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jovens do Brasil, ainda distantes do ENEM e do Ensino Superior.

“Aquilo que o ENEM e o Brasil lhes pedem, não é o que a educação lhes dá.”



Cartaz de divulgação do ENEM no Colégio Estadual Buriti. Foto: Dhiogo Rezende
 
Do educAÇÃO BR.

O Exame Nacional do Ensino Médio surgiu no governo Lula como um instrumento inovador de avaliação e aos poucos foi sendo incorporado como uma forma padrão de ingresso nas universidades públicas e até nas particulares ligadas a outro projeto de inclusão ao ensino superior, o PROUNI.
As falhas de segurança do exame, ocorridas nos últimos anos, fizeram com que algumas universidades tradicionais quanto ao ingresso e seleção de seus estudantes, como a USP ainda resistam a adotar oficialmente o ENEM como processo seletivo. Contudo, depois dos vendavais na credibilidade do exame e da condução do Ministério da Educação, o ENEM resistiu e continua vivo e neste ano de 2011 se apresenta aos jovens que cursam os 3ª anos de todo o Brasil como um passaporte para a realização dos sonhos de fazer uma faculdade.
Mesmo com inúmeras criticas aos modelos de prova, as questões buscam habilidades e competências alinhadas ao perfil mais moderno e atualizado de um estudante concluinte do ensino médio. As duas provas realizadas em dois dias, somando 180 questões e uma redação cobram muita interpretação e analise de texto em todas as áreas do conhecimento, as questões trazem para o estudante níveis diferentes de complexidade, exigindo reflexão, criticidade dos conteúdos vistos nos programas do ensino médio.
As provas exigem do estudante uma formação técnica para o mercado de trabalho associada a uma visão humana, critico-social do mundo, seus diversos aspectos e relações. As questões se distanciam dos moldes ultrapassados de perguntas meramente objetivas e técnicas que incitam o aprendizado “decoreba”, de modo que seleciona os estudantes que estão concluindo o ensino básico com uma compreensão mais plena, significando os conteúdos a suas vidas, a realidade, ao mundo em que estão inseridos. Resumindo, nas 180 questões e redação do exame, ou estudante sabe ou não sabe.
Infelizmente no Brasil, o que se pede aos estudantes, não é o que se dá, principalmente para aqueles que estudam nas escolas públicas, mais ainda para os que estudam em regiões afastadas dos grandes centros. O sistema educacional do país é muito defasado e em muitos casos nega a estrutura para uma formação intelectual congruente com os níveis cobrados no ENEM e na própria vida social “capitalista”.
O ENEM inova na avaliação dos estudantes, mas mantém-se como um sistema excludente imitando o irmão mais velho e ultrapassado, o vestibular. Continua o sistema de seleção que privilegia as elites que podem executar com dinheiro o direito constitucional de um estudo de qualidade para seus herdeiros, enquanto os economicamente prejudicados da nação, famílias parentadas da classe média baixa e da pobreza assistida pelo Bolsa Família matriculam seus filhos no ensino público, onde ainda a cultura do saber, do conhecimento não é fornecida, nem pode ser compreendida como um direito e muito menos praticada com qualidade, tudo isto acompanhado das propositais irregularidades e “des-controles” com a educação pública por parte dos governos nos três níveis do poder público.
Mesmo com as inúmeras propagandas de extensão universitária e melhorias do ensino básico anunciadas pelos governos Lula-Dilma e executivos de muitos estados, fazer uma faculdade, pode continuar sendo apenas mais um sonho para muitos estudantes do país e do norte do Tocantins por exemplo. Uma região conhecida como Bico do Papagaio, cercada de belezas naturais, mas que apresenta índices alarmantes de desenvolvimento humano.
No Bico, as dificuldades já começam pela inexistência de universidades públicas na região, até as privadas são escassas, de forma que os poucos jovens, que primeiro se interessam e depois conseguem índices no ENEM, terão que ter toda uma logística e estrutura financeira para cursarem a faculdade em outros estados ou a 600, 700 km na capital, Palmas.
A região que na época da criação do estado em 1988 tinha mais de 50% de analfabetismo, fato que somado a baixa cobertura escolar e baixos índices de desenvolvimento humano, entre outros, formou uma barreira para educação e consequente aprendizado de qualidade da geração pioneira do antigo norte goiano. 23 anos depois, houve melhorias estruturais e sociais, mas os jovens dos pequenos municípios do Bico do Papagaio herdaram um distanciamento e desnivelamento para uma cultura do saber. Para muitos, a escola básica é um castigo forçado pelos pais que por fatores culturais e sociais pensam que a educação é dever exclusivo do estado, não participando da vida escolar dos filhos.
Exceto as comunidades rurais que tem suas dificuldades de aprendizado e estabelecimento de uma cultura escolar mais ligada a fatores do trabalho agrícola, nasce nos perímetros urbanos uma cultura do ócio juvenil, onde o cotidiano que poderia ser produtivo com as atividades escolares é substituído por um vazio intelectual ou cultura de massa em festas de sexta a domingo.
Os professores com ensino superior, especializados por área/disciplina são geralmente de outros estados, enquanto a maior parte dos educadores da região fez o magistério (normal-médio) com ensino a distancia. Na rede estadual os professores locais em sua maioria não são concursados, pois as vagas dos certames costumam ser ocupadas por candidatos de fora, que muitas vezes migram para outras cidades e escolas por não adaptação ou por motivos de melhoria profissional, juntamente a instabilidade dos contratados por questões politicas, aumentam o fluxo (vai e vem) ou a falta de docentes, o que é mais um ponto negativo para o ensino e aprendizagem.
Apesar das adversidades é possível observar pontos de luzes no fim do túnel, um desses pontos luminosos são alguns estudantes que mesmo inseridos em um meio social cercados de elementos de uma cultura torta ou desalinhada dos caminhos da educação de qualidade, acreditam na sua capacidade e continuam querendo e fazendo para chegarem lá. Em Buriti do Tocantins que tem cerca de nove mil habitantes e três unidades da rede pública oferecendo o ensino médio, teve em 2010 no maior colégio do município apenas 16 inscritos no ENEM, ainda no ano passado, o caçula dos estados ficou em ultimo lugar no Exame Nacional juntamente com o seu fronteiriço irmão Maranhão.
Procuramos alguns estudantes do 3ª ano do Colégio Estadual Buriti que estão às vésperas do ENEM 2011 em outubro. Eles contaram para o educAÇÃO BR as dificuldades e suas aspirações de futuro.

Samara Lorranny (17), Wandson Pereira (18) e Sinara Bonilha (17) Foto: Dhiogo Rezende. 


Os três estudantes do ensino médio disseram que a estrutura do colégio é boa e que existem bons professores, mas que algumas aulas não são bem aproveitadas por conta da bagunça, falta de atenção, falta de respeito e desinteresse das turmas pelas disciplinas e seus docentes, e também pela falta de inovação e até dominio de conteúdo nas aulas de alguns professores. "Quem tem mais interesse, nas salas fica prejudicado". Fatos que às vezes lhes causam desmotivação, sentimento que eles também observam nos educadores.
Percebo que o nível das aulas e das provas tem que ser maior, mas não é assim por não acompanhar o nível das turmas, vemos muita aprovação aqui, mas é o contrario do que acontece no ENEM. Afirmou Sinara.
Ainda mais desmotivador para eles é a falta do poder público na oferta de cursos e até postos de trabalho na região. Desanima saber que as provas são difíceis, a competição é grande e que existe gente melhor preparada em cidades maiores, e que se conseguirmos um bom resultado no ENEM, teremos que deixar a cidade, a família, os amigos para fazer algum curso bem distante. Disseram os estudantes.   




     

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ceará mostra o verdadeiro "socialismo" no trato com a educação.

Professores em greve entram em confronto com a polícia no Ceará.

Do  educAÇÃO BR 


O estado do Ceará mostra como é o seu “Socialismo”. Nas campanhas eleitorais surgem as conotações e denotações de um governo prospero e diretamente ligado às questões sociais, mas na prática, pós-eleição são na verdade de um stalinismo de raízes capitalistas, tão supressor e autoritário e violento quanto o regime do ditador soviético.
Interessante é que vemos que é um modelo pronto, planejado, temos o exemplo do governador de Pernambuco que se assemelha muito ao colega cearense, ambos de um partido de sigla socialista (PSB). Na repressão ao professor, na coação moral e salarial dos profissionais da educação, estes governadores são irmãos. Desrespeitam as leis, os direitos de greve, protestos que mesmo pacíficos, usam seus aparelhos para transforma-los para opinião publica como “rebeldes”, insurretos da sua nova ordem, como dizem os novos esquerdistas do Brasil, fazem um "socialismo de verdade".
Professores do Ceará, Pernambuco e do Brasil. Uni-vos...

Da Agencia de Noticia Jornal Floripa

Parados há 56 dias, os professores invadiram a Assembléia Legislativa e alguns acabaram agredidos.
A Polícia Militar do Ceará impediu, hoje, que professores em greve entrassem no plenário da Assembléia Legislativa. Houve tumulto e violência.

Os professores do Ceará, em greve há 56 dias, invadiram na última quarta-feira (28) os corredores da assembléia. Eles protestavam contra um projeto do governo que fixa o piso salarial dos profissionais de nível médio.

Os professores grevistas queriam acompanhar de perto a votação do projeto, mas foram contidos por policiais do batalhão de choque, que formaram uma barreira na entrada do plenário. Quando os manifestantes tentaram furar o cerco da polícia, houve conflito.

Os que insistiram em passar pela guarda acabaram agredidos. Durante o confronto, vários objetos do prédio foram danificados. Um professor ficou ferido.

“Não precisava polícia, estava todo mundo na paz aqui. O que aconteceu foi que todos os acessos ao plenário foram fechados, os professores não tiveram acesso ao local em que iriam decidir suas vidas”, conta o professor Ales Lopes.

Três professores foram detidos, o que provocou mais revolta entre os manifestantes. O presidente da Assembléia explicou a presença dos policiais.

“Para conter a invasão que estava sendo iniciada ao plenário da casa para uma suposta inviabilização da sessão, foi preciso a força policial para conter essa invasão”, disse o deputado Roberto Cláudio, presidente da Assembléia Legislativa do Ceará.

O projeto de lei que estabelece piso salarial de R$ 1.187 para 270 professores de nível médio foi aprovado. Dos 40 deputados presentes, apenas 4 votaram contra.

“É uma mensagem que aponta que o governador está pensando numa carreira que não valoriza a formação, o tempo de serviço, a qualificação e, principalmente, a oportunidade do professor querer ser professor”, afirmou Anísio Melo, presidente do Sindicato dos Professores.

Os professores decidiram continuar acampados na Assembléia Legislativa, que também mantém a segurança reforçada.

Os professores do Ceará querem o piso nacional para toda a categoria. O governo do estado não quis comentar o assunto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Menino de 10 anos atira na professora e se mata. O Bem e o Mal, onde estão?


Mensagem “criança chora, pais não ve” foi assinada por grupo identificado como Gaiatos. Estado da professora é estável.
                                                                             FOTO: Zanone Fraissat / Folhapress

Do educAÇÃO BR.

“O homem nascem bom, é a sociedade que o corrompe” ou “O homem nasce mau e a sociedade o molda”?

Ideias contrarias, respectivamente do Francês Rousseau e do inglês Hobbes nos dão pano para longas mangas dessa camisa de força complexa que é a nossa sociedade.

Sobretudo neste último e lamentável episódio das series presentes no mundo todo, estas que tem como tema, as psicoses escolares.  Uma criança de apenas 10 anos, atira na professora e depois se mata. Mesmo com “fenômenos” sociais até mais aberrantes do que estes, que acontecem por ai todos os dias, choca e nos deixa reflexivos sobre a natureza humana.

Será que esta criança tinha exata noção e concreta consciência do seu ato? Muitos no calor da revolta e do absurdo defendem que sim, e até justificam a precocidade de nossas crianças de hoje que já sabem de tudo e fazem de tudo, diferente de gerações anteriores.

Pegando carona na sabedoria oriental, na ideia de que o bem e o mal existem dentro de nós, sou levado a pensar que independente de qualquer coisa o ser humano pode apresentar tendências e ações tanto para o bem quanto para o mau, pois somos seres inconclusos, mas é nesta natureza inconclusa que buscamos os caminhos, estes que na instituição criada pelo homem para ele próprio, na sociedade os caminhos devem ser o do bem comum, evidente que há desvios, pois como disse, somos inconclusos.

A educação que é o molde deste ser na sociedade, pode definir melhor estes caminhos, e esta se faz durante toda vida e tem sua base na fase da infância, por tanto, uma criança de 10 anos que leva uma arma para escola e atira na professora é algo natural, ou foge completamente da natureza humana? Mesmo com uma boa educação os seres humanos fazem tais coisas absurdas? Sabemos que sim, a mente humana por mais que se tente conhece-la, existem barreiras e labirintos onde não é possível saber tudo que se passa e o que esta mente pode planejar fazer.

Contudo, na oposição até histórica entre França e Inglaterra, nesta batalha reflexiva fico com Rousseau, este ser de 10 anos que ainda estava formando sua mentalidade, uma mente sendo construída em um mundo cheio de elementos desviantes do bem comum, e do próprio bem. Ele é inocente, não confundindo com ingenuidade, como se ele não soubesse de nada, mas ai é o ponto, o que ele sabia ou pensava que sabia foi construído por ele, mas com materiais dados, servidos da sociedade.

Colocando ainda algo um pouco diferente de Rousseau, este menino é mais um que nasceu bom, mas talvez, ele nem se tornou mau, continuava bom, seu ato é que foi de maldade, podemos dizer na base do pensamento do francês iluminista, que foi a sociedade, esta bem adulta que colocou a arma na mão do menino e fez com que ele disparasse.






O muro de uma bica ao lado da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, São Paulo, onde um menino baleou a professora Rosileide Queiros de Oliveira, e se matou, foi pichado na madrugada desta sexta-feira, dia 23.

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No muro foi escrita a mensagem “criança chora, pais não ve”. A assinatura é um de grupo que se identifica como Gaiatos. Após a pichação, uma equipe da Guarda Civil Municipal foi para o local fazer a segurança.

A professora Rosileide passou por uma cirurgia na madrugada desta sexta-feira, que durou cerca de três horas, para retirar o projétil que estava na região abdominal. Ela continua internada na Unidade de Terapia Intensiva, mas seu estado de saúde é considerado estável. A professora está consciente e não corre risco de morte.

Informações de Folha.com e portal R7

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Educação fará sociedade mais ética". Diz Dilma.

Dilma fala de educação e ética na entrega de creches.

FOTO: Dilma destacou a importância do PAC e da Unidade de Polícia Pacificadora ...
blogdomaturo.blogspot.com

    Do educAÇÃO BR

    É educando as criancinhas que deixaremos de punir os adultos, já disse um filosofo. Nossa presidente ao falar das politicas públicas que visam atender nossas crianças, acerta na premissa de que cuidar delas, dos filhos do Brasil fará o pais mais ético, pois a ética já está muito carregada nessa ação.

    No entanto, se tratando de Brasil, acompanhando os noticiários atuais que se assemelham aos velhos papeis da nossa imprensa, tantos escândalos de corrupção, vemos que ainda, infelizmente são apenas palavras jogadas ao vento, palavras populistas bem ensinadas por Lula a uma gama de políticos que se posicionam numa nova forma de governar, a herança do presidente pernambucano segue nas profecias de Dilma, e as ações, por mais que sejam executadas, ainda esbarram e se desencontram das suas reais finalidades por serem desviadas, justamente pela forma histórica da conjuntura politica do nosso pais, historicamente antiética.

    Por tanto, dizer que a educação fará nossa sociedade ser ética, enquanto se desrespeita uma lei constitucional para piso salarial dos professores, os institutos federais em greve, resultados alarmantes no último ENEM. No caso da nossa presidência, nosso governo, políticos e suas raízes da corrupção é quase a mesma coisa que dizer - faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Dar bons exemplos é um grande exercício de ética.

    Do G1



    A presidente Dilma afirmou nesta quinta-feira (15) que garantir educação a crianças e jovens tornará a sociedade brasileira mais “virtuosa” e “ética”. Dilma participou do lançamento de um plano de ampliação da rede de creches e pré-escolas municipais. Um país pode ser medido pela capacidade de atender às mães e as crianças. Se tivermos nossas crianças bem educadas, com apoio, acolhimento e carinho, certamente teremos uma sociedade bem mais virtuosa, tanto do ponto de vista ético como no direito de cada um dos brasileiros a ter as mesmas oportunidades”, afirmou.

    Desde o início do governo Dilma, quatro ministros deixaram o cargo por denúncias de irregularidades e corrupção. Nesta quarta (14), Pedro Novais pediu demissão do Ministério do Turismo após denúncia de que ele teria feito uso irregular de recursos públicos para fins particulares, tornando-se o quinto ministro a sair do governo. O deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) foi escolhido por Dilma para substituir Novais no cargo.

    Ainda durante a cerimônia de ampliação de creches, Dilma afirmou que universalizar o ensino pré-escolar é condição para que o Brasil se torne uma potência mundial. “Fazer creches é cumprir esse dispositivo que faz com que o Brasil chegue em 2016 tendo universalizado o ensino pré-escolar de quatro a cinco anos de idade. É algo fundamental para sermos uma grande potência”, disse.

    O programa lançado por Dilma na manhã desta quarta está previsto na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, e prevê a possibilidade de construção de 4,9 mil creches em 1,4 mil municípios. Também serão construídas, de acordo com o projeto, 6,1 mil quadras esportivas cobertas em escolas públicas. O objetivo do governo é atender 100% das crianças de 4 a 5 anos até 2016 e 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2020.

    segunda-feira, 12 de setembro de 2011

    Professores mineiros estão acorrentados em greve por salário

     
    Charles Silva Duarte/O Tempo/AE)

    Do educAÇÃO BR

    Mais uma denuncia que sempre vale a pena mostrar, pois vivemos em uma falsa república, esta que não cuida das "coisas do povo", a educação que deve ser o maior bem do povo, neste pais é massacrada, a surra aparece na falta de estrutura das escolas e na desvalorização dos oprimidos professores. Os maus tratos também acontecem na saúde, na segurança, em tudo que é publico, mas na educação, não temos mais dúvidas, é notório, para todos verem.

    A notoriedade se dá na condição de os professores conquistarem por via legal, depois de muita luta, primeiramente que um projeto de lei fosse feito e depois aprovado no congresso. A lei do parco piso do magistério no Brasil "sem lei" (as que atendem interesses públicos) não poderia ser executada imediatamente, ainda mais uma que versa melhorias na educação pública. Governadores de cinco estados entraram na justiça contra a lei, o processo teve que ir para o supremo este ano e foi votado pelos ministros como constitucional, já fazem meses que a lei está em vigor, mas não nas cabeças e vontades de governadores e prefeitos.

    Nossos políticos desrespeitam nossas leis, eles mostram que democracia temos, esta que só existe para elegê-los, mostram que a república é realmente uma coisa, uma aberração pública, um monstro contra o povo.

    Do G1

    Professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais fazem protesto nesta segunda-feira (12) na Região Central de Belo Horizonte. Um grupo, com correntes nas mãos e no pescoço, ocupou o Pirulito da Praça Sete, monumento no cruzamento das avenidas Amazonas e Afonso Pena.

    Os manifestantes prometem ficar acorrentados até às 19h em protesto por reajuste salarial. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do estado, o Sind-UTE, é contra a proposta de remuneração enviada pelo governo à Assembleia Legislativa, que oferece vencimento de R$ 712. A categoria pede R$ 1.597,87 para jornada de 24 horas semanais e Ensino Médio.

    Os professores da rede estadual estão em greve desde o dia 8 de junho. Em assembleia da categoria no dia 8 de setembro, a paralisação foi mantida por tempo indeterminado. O governo do estado afirma que cumpre o piso salarial estipulado pelo Ministério da Educação. 

    (Foto: Charles Silva Duarte/O Tempo/AE)



    quinta-feira, 1 de setembro de 2011

    As últimas do concurso da educação em PE

    Protesto na época em que PE pagava o pior salário de professor do país.
    Atualmente paga o segundo pior.
    Charge criticando o primeiro mandato de Eduardo Campos.
    Do educAÇÃO BR.

    Mais um capitulo da novela do último concurso que o governo de Pernambuco fez para o quadro de professores da educação. Uma reunião de lideres e membros do MOPROPE (Movimento Organizado dos Professores de Pernambuco) ocorreu na última quinta feira, dia 25 de agosto na sede da SEDUC no bairro da várzea em Recife.

    O Secretário de Educação Anderson Gomes recebeu os professores com funcionários de todos os setores, inclusive o jurídico. Após a contratação temporária de 4.500 professores em janeiro de 2011, os mais de 1000 aprovados no certame realizado 2009 indignaram-se e foram cobrar a nomeação, esta que até hoje não saiu por falta de vontade politica do governo que se levanta contra o Ministério Público que por força do MOPROPE e sociedade instaurou um inquérito com base na constituição afirmando a ilegalidade das contratações temporárias em detrimento de cargos que necessitam ser ocupados por professores concursados.

    Na reunião Anderson já iniciou a participação do governo dizendo que já conhecia o discurso do movimento dos professores e que o Estado não precisa de mais professores efetivos, o que mais uma vez contraria o número de contratos que já passa dos 5.000, fora o edital aberto para contratos em projetos especiais.

    Juarez Ribeiro, o presidente do MOPROPE argumentou categoricamente a situação de ilegalidade e desrespeito com a situação dos profissionais concursados e as consequências na qualidade do serviço de educação em Pernambuco e silenciou o secretário e sua equipe na defesa da postura da gestão, que quando resolveu se justificar acabou tendo um discurso confuso e desamparado de questões previstas na legislação sobre o serviço público. 

    Pernambuco, no segundo mandato de Eduardo Campos, continua com péssimos índices na educação básica e na questão da valorização do professor é o penúltimo estado da federação ficando com uma situação melhor somente em relação ao Rio Grande do Norte (pior salário de professores do Brasil).
    O MOPROPE pretende não desistir da questão e planeja fazer protestos mais incisivos e de maior repercussão no Palácio do Campo das Princesas na capital Pernambucana.






    segunda-feira, 22 de agosto de 2011

    Governador administra por poder e quer que professor ensine por amor, não por salário.

    Eduardo Campos Gov. de Pernambuco e Cid Gomes Gov. do Ceará em encontro do PSB.









    Do educAÇÃO BR.


    É temoroso, asqueroso e até nojento saber que políticos brasileiros são capazes de tecer tal comentário sobre os professores do sistema público, ainda mais vindo de um chefe de estado. Estamos vivendo uma fase na democracia do país que diante de grandes índices de votação, os eleitos pensam e se comportam como deuses da administração pública, falam e fazem aquilo que querem, mesmo que isto seja algo que ataque o regime democrático que o elegeu.

    Cid Gomes é um dos políticos que obteve uma vitória muito expressiva nas ultimas eleições, assim como Eduardo Campos de Pernambuco, obteve mais de 80% dos votos, o governador cearense e o colega pernambucano de partido (PSB) adotam uma politica educacional austera ao servidor, os estados do CE e PE são bastante defasados na qualidade da educação e são campeões da desvalorização do servidor - professor a nível nacional. Pernambuco atualmente paga o 2º pior salário do Brasil, na frente apenas do Rio Grande do Norte (pior salário) e o Ceará acompanha entre os seis piores do país sendo o 5º pior salário.

    Ambos os estados nordestinos assim como a maioria das 27 unidades da federação não pagavam o piso salarial que foi aprovado como lei duas vezes, uma pelo congresso e após cinco estados recorrerem na justiça, entre eles o Ceará, foi novamente aprovado pelo STF, e mesmo assim, ainda existem estados e municípios desrespeitando a lei do piso e o artigo que prevê 1/3 da carga horária de 40 horas semanais para planejamento.

    Cid Gomes assim como Eduardo Campos e outros governadores deveriam proceder como no próprio comentário do Gomes, deveriam ganhar o mesmo salário que os professores e governar, administrar os estados por amor, ou caso não quisessem ganhar pouco, que procurassem o Beach Park ou um resort em Porto de Galinhas para serem administradores privados e não públicos, no privado eles com certeza ganhariam mais do que os pobres professores.

    Mas se atendo a realidade, os governadores neste país só se propõem aos cargos públicos pelos valores lícitos e ilícitos que a posição lhes permite, nunca por amor ao estado, este esboço de amor pela terrinha, só se vê em época de campanha. E os excelentíssimos governadores, só tem essa postura por seus filhos não estudarem nas escolas públicas, ou seja, Cid Gomes com esse comentário acabou dizendo: - se danem os filhos dos pobres que não podem colocar seus filhos nas escolas particulares. Será que se ele fosse um administrador, um diretor de escola privada, a dos seus filhos, ele iria dar péssimos salários aos professores de seus herdeiros? 


    Fonte: Sindicato APEOC
    "Quem quer dar aula faz isso por gosto e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado. Eles pagam mais? Não. O corporativismo é uma praga"

    Cid Gomes, governador do Ceará, ao participar de um seminário em Natal sobre  Educação e aproveitar para criticar os professores da rede pública de ensino que entram em greve.


    Neste sentido perguntamos se o Governador governa por gosto? Se for o caso, que ele renuncie o seu salário de governador. 


    Que ele peça demissão e vá trabalhar no Beach Park do seu amigo e escudeiro Arialdo Pinho, quem sabe ele pague mais.Pois, nós professores/as temos sim muito amor e gosto por nossa profissão, mesmo ela não sendo valorizada pelo governo. Infelizmente em nosso Estado o dinheiro que poderia ser utilizado para pagar o piso dos professores vai descarga a dentro nas privadas da corrupção desse governo, que aí sim, é uma verdadeira PRAGA


    Atenciosamente,André Sabino. Secretário de Cultura do Sindicato APEOC.
    www.apeoc.org.br

    domingo, 14 de agosto de 2011

    Paralização Nacional da Educação - 16 de Agosto. Terça


    Do educAÇÃO BR

    Pelo absurdo de uma lei aprovada duas vezes e que ainda não é cumprida por estados e municipios, que os professores do Brasil devem mais do que nunca se atentar a este total desrespeito, tão na cara de todos e mostrar união para conseguir vencer os governos que descaradamente não ligam para educação neste país.

    E francamente, esperamos que os professores paralizem para discutir, para fortalecimento sobre as questões da classe e não para se aproveitar da situação, para folgar. É hora que a muito já passou de todos os educadores honrarem a alcunha profissional. 

    A CNTE convoca todas as entidades filiadas a participarem da paralisação nacional que vai acontecer no dia 16 de agosto. O principal objetivo da mobilização será cobrar a implementação do Piso nos estados. Mesmo com a aprovação da Lei do Piso e com o reconhecimento da sua legalidade por parte dos ministros do STF, professores de alguns municípios e estados ainda não recebem o valor estipulado em lei. Assim, a Confederação orienta a todos os sindicatos que participem dessa luta pela implantação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). É preciso que o processo de negociação com os governos inicie com o valor de R$ 1.597,87, defendido pela entidade como vencimento inicial na carreira.
    A CNTE também reivindicará o cumprimento integral da lei com 1/3 da jornada destinada para a hora atividade. O valor do Piso deve ser aplicado para as jornadas de trabalho que estão instituídas nos planos de carreira de estados e municípios. "A paralisação vai acentuar a luta pelo Piso. É dessa maneira que nós vamos conseguir fazer valer a Lei e os interesses de uma educação de qualidade no Plano Nacional de Educação (PNE). Isso porque, tudo que é possível para fazer postergar essa vitória, que não é só dos trabalhadores, mas da educação pública brasileira, vem sendo feito pelos gestores. Então isso causa um problema, um tensionamento desnecessário e só atrasa os passos iniciais para que a gente possa entrar no rumo de um país com educação pública de qualidade. Aliás, é deseducador do ponto de vista da cidadania, que os governos estejam promovendo e encontrando subterfúgios para descumprir a Lei que foi aprovada duas vezes", ressaltou o presidente da CNTE, Roberto Leão.

    Leão também destacou o desrespeito à carreira dos professores em todo o país. "No que diz respeito à carreira podemos observar que se eles pagam o Piso para o professor de nível médio, eles dão uma diferença de 10, 20, 30 reais para o professor com formação de nível superior e isso descaracteriza a carreira. São artifícios para fazer economia às custas da educação. Então nós temos muito dinheiro da educação que vai para o lixo com desvio na merenda escolar, no transporte escolar e na construção. Todas as mazelas existem com o dinheiro da educação e isso precisa acabar para melhorar a gestão", finalizou.
    (CNTE, 14/07/2011)

    sábado, 6 de agosto de 2011

    Faltas por motivos de saúde custam R$ 2 bi à educação em SP

    Estimativa se refere a gastos com faltas e licenças de professores e funcionários da rede estadual; cerca de 20% se ausentam por ano

    Do educAÇÃO BR
    Na vista de resultados de estudos como estes da reportagem abaixo é que confirmamos o quanto nossa educação é prejudicada pela insuficiência ou má aplicação de recursos e investimentos no sistema público escolar brasileiro. Esta constatação em São Paulo se reproduz em outras unidades da federação. 
    Obviamente o absenteísmo é muito ruim para os estudantes, para o aprendizado, e também é verdade que existam professores que dão muitos “jeitinhos” para entrar de licença e assim fugir da sala de aula.
    Primeiro, estes que são os “professores malandros”, não são maioria, e esta minoria existe em qualquer profissão. E segundo, no trabalho docente, da forma e condição que ele acontece na educação pública brasileira é de se esperar que estes profissionais despontem na lista de licenciados por motivos médicos, é muita insalubridade, desrespeito, desvalorização, professores são vitimas de um sistema que cobra resultados na educação, valoriza ridiculamente para tamanha responsabilidade de formar pessoas com uma carga horaria estafante, e na falta destes resultados, o professor é o culpado.
    Desta forma, a licença é algo muito comum na carreira de 20, 25 anos nessa vida tão perigosa para a saúde física, mental e financeira destes profissionais.
    Fonte. Estadão
    As faltas e licenças por motivos de saúde dos professores e funcionários da rede estadual de São Paulo custam, anualmente, uma média de R$ 2 bilhões aos cofres do governo. Aproximadamente 20% da força de trabalho contratada da Secretaria Estadual de Educação esteve ausente, durante o período letivo, por razões relacionadas à saúde.

    As constatações estão na pesquisa "Faltas e licenças médicas: o absenteísmo na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo", dissertação de mestrado de Mário Augusto Porto publicada no fim de julho. Ele utilizou todo o banco de dados da pasta, que reúne informações de todas as 91 diretorias de ensino, entre maio de 2008 e julho de 2009.

    "O valor de R$ 2 bilhões é uma estimativa em cima da folha de pagamento da secretaria, que custa em torno de R$ 10 bilhões", afirma Porto.

    Em 2008, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto de lei que limita em até seis por ano o número de faltas dos servidores estaduais para consultas médicas.

    O estudo também constatou que os afastamentos por motivos de saúde se concentram nos meses letivos - em janeiro, por exemplo, quase não há faltas e licenças registradas. Para Porto, o maior prejuízo é pedagógico.

    "O aprendizado do aluno também se dá pelo vínculo que ele constrói com o professor, que deve estar ali, presente", explica. "Além disso, os investimentos feitos com a formação continuada dos docentes podem ser perdidos, porque são chamados substitutos de fora da rede para cobrir as aulas dos afastados."

    Para Rosemeire Reis da Silva, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e especialista no ofício docente, a questão das faltas é complexa. "Por um lado, há o prejuízo pedagógico, porque o aluno precisa do vínculo com o professor e a continuidade do trabalho fica comprometida", explica. "Mas não se pode culpar o profissional. Há muitos estudos sobre o mal-estar docente, que mostram que eles não se sentem valorizados nem reconhecidos."

    Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirma que tem implementado ações para melhorar as condições de trabalho e reduzir o absenteísmo. A pasta destaca ações preventivas, como o programa São Paulo Educação com Saúde, cujo objetivo é "promover a saúde dos professores e realizar o diagnóstico precoce dos servidores". O programa tem um investimento de R$ 27 milhões e deve beneficiar, em sua primeira etapa, 65 mil funcionários. A secretaria afirma também que oferece suporte para profissionais que apresentam algum problema de saúde.

    Doenças. Segundo Porto, a maior parte das faltas e licenças por motivos de saúde são motivadas por problemas psiquiátricos. "Estudos mostram que as principais causas de afastamentos por motivos de saúde são por transtornos mentais, seguidos por doenças relacionadas a dores musculares", explica.

    A advogada Andreia dos Santos Luiz, que atua no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), concorda. "Isso ocorre especialmente por conta das pressões, ritmo de trabalho e falta de valorização que os docentes enfrentam", afirma.

    Professores que já se afastaram do trabalho por motivos de saúde concordam. "A qualidade de vida do professor mudou muito nos últimos anos. São muitas frustrações", afirma o professor de ciências José Andrade, de 43 anos, há 22 na rede. Atualmente, ele leciona, mas já ficou afastado por causa de depressão.

    sexta-feira, 5 de agosto de 2011

    Teto de escola desaba e deixa 17 estudantes feridos

    O teto dos estudantes e o piso dos professores.

    Do educAÇÃO BR

    Enquanto os tetos das escolas caem nas cabeças dos estudantes, professores sem piso salarial, ou ainda quando tem, estes que são cheios de buracos, colocam os educadores e os educandos em um abismo educacional. Dor também nas cabeças das autoridades, que se vêem acuadas pela exposição na mídia destes tristes fatos, a preocupação não fica na integridade das crianças, mas dentro das urnas das próximas eleições. 


    Já passou da hora de todas as unidades da federação fazerem um pacto pela educação, estudantes e professores de todo o país se unirem e realizarem uma grande revolução, demolir, implodir os governos que resistem na ignorância político-eleitoral de usar a educação como cabide de emprego, de jogar financeiramente com os recursos destinados ao setor, economizar com reformas.

    O teto de uma escola no interior de Alagoas é um retrato torto na parede da educação pública brasileira, as cabecinhas dos nossos jovens estão literalmente correndo perigo físico e intelectual.
    Em um país que o professor tem piso, este abaixo do nível do justo, enquanto deputados tem o céu salarial, a corrupção não precisa nem soprar muito, escolas continuarão caindo.  

     

    Uma multidão se formou na frente da escola em busca de informações.


    Neilton Ferreira/Alagoas Última Hoora
    07h53, 05 de Agosto de 2011  
    Amanda Dantas - Alagoas - Última Hora

    O teto de uma das salas de aula da Escola Estadual Dom Constantino Luers, situada na cidade de Campo Alegre, distante 94 km de Maceió, desabou na noite de ontem (04) e feriu 17 alunos. No momento do acidente cerca de 50 estudantes ocupavam a sala do 2° ano que estudam no período da manhã e que estavam na escola no horário do desabamento repondo uma aula.

    As primeiras informações são de que os estudantes sofreram ferimentos leves, foram atendidos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e em seguida levados para a unidade de emergência de Arapiraca. Uma das alunas, que não teve o nome identificado, foi levada para o hospital da cidade ainda desacordada.

    Logo após o acidente uma multidão se formou na frente da escola em busca de informações. Dados não oficiais dão conta de que outras duas salas também estão com a estrutura comprometida.
    As aulas deverão ser suspensas por tempo indeterminado. A última reforma foi realizada em 2005, ainda na gestão do ex-governador Ronaldo Lessa.

    A Secretaria de Estado de Educação e Esporte divulgou nota informando que ainda não sabe as causas do acidente e que após apuração serão apontados os responsáveis pelo desabamento.
    O secretário da pasta, Adriano Soares, determinará vistoria em caráter de urgência para identificação da situação de outras unidades de ensino da rede pública.

    Confira a lista dos alunos feridos, encaminhados à Unidade de Emergência (EU) do Agreste: Cristina Mota de Mendonça, 20 anos; Jaciana Gregório da silva, 23 anos; Edjane da Silva Lins, 17 anos; Erverton Douglas dos Santos, 18 anos; Karllegy Deyves dos Santos Ribeiro, 16 anos; Rosângela Maria da Silva, 31 anos; Ana Cavalcante da Silva, 22 anos; Marciano Vieira, 18 anos; Rosana Araújo da Silva, 17 anos; Maria Taciana dos Santos, 16 anos; Josefa da Silva Santos, 22 anos; José Jeferson Quirino da Silva, 18 anos; Natália Gonçalves Nascimento, 16 anos; Marcos Fernando Cavalcante, 37 anos; Paula Vieira da Silva, 15 anos; Cislane, idade não divulgada; Maria Rafaela dos Santos, 38 anos.

    A secretária de Educação de Campo Alegre, Nadja Maria Azevedo, se prontificou em dar apoio aos familiares e aos alunos afetados pelo acidente.

    quarta-feira, 3 de agosto de 2011

    54,5 milhões para implementar educação integral.


    Do educAÇÃO BR
    Essa liberação de dinheiro chega a preocupar, pois sabemos da natureza corrupta dos nossos administradores públicos, principalmente nas cidades mais remotas, os municípios de pequeno e médio porte no Brasil. Sabemos que quando há vontade política para liberação de recursos, esta não surge acompanhada da vontade de fiscalizar o uso dos valores.
    Outra critica surge das dificuldades que existem na implementação da escola integral, pois se há verba para tal realização, falta material humano, ou a competência e formação correta do contingente de educadores no Brasil, ainda a sabida falta de valorização destes profissionais. Deste jeito fica difícil enxergar o bom uso, uma eficácia no gasto de metade destes milhões nos municípios brasileiros, já sabemos dos entraves e dos fracassos com a educação "não integral", e agora escolas devem se preparar para tentar programar a integral.

    Há ainda o risco de escolas de tempo integral virarem depósitos "com carga horária mais avançada" de crianças, e tais atividades que envolvem trabalhos culturais nas diversas áreas, nos horários extras currículos serem tão defasadas ou mais do que as existentes no horário básico.
    Fonte. Terra Brasil

    O governo repassou R$ 54,5 milhões para implementar a educação integral em escolas públicas municipais de 19 estados. Os recursos já estão disponíveis nesta terça-feira nas contas correntes dos beneficiários, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O valor foi transferido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
    Para implantar a educação integral, as unidades de ensino contempladas devem oferecer uma jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias. Nesse período, além das disciplinas curriculares, os alunos participam de atividades em diversas áreas, como cultura, artes, esporte, lazer, educação ambiental, investigação científica e recebem acompanhamento pedagógico.
    Os recursos repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) servem para contratar serviços e adquirir materiais permanentes e de consumo necessários à realização das atividades e para ressarcir despesas com transporte e alimentação dos monitores.