terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

BRASIL 0 X 10 JAPÃO - No futebol não, na educação.

(Reportagem do Programa Altas Horas da Rede Globo)

O Japão tem uma cultura milenar, nosso Brasil de 511 anos é um pré-adolescente diante da ilha asiática. O Brasil sofreu muito com o sistema colonial, com a escravidão, com conflitos internos promovendo todo tipo de desigualdades, de uma Monarquia austera a uma República vezes antidemocrática ou mesmo ditatorial militar e eternamente corrupta, movimentos que tanto mazelaram as possibilidades de crescimento sócio cultural e econômico, construíram a sociedade que temos hoje. Os japoneses também passaram por muitos perrengues na sua velha história, foram invadidos e também invadiram, tiveram um feudalismo ditatorial, bastante excludente, gerando desigualdades históricas na sua sociedade, assim como seu imperialismo sectário internamente e opressor de outros países da Ásia. Sofreram bastante com a participação na 2ª Guerra Mundial e as bombas atômicas lançadas em seu território.
O Japão é uma potência econômica com enorme poder de crescimento, figurava como a 2ª maior do mundo, atrás dos Estados Unidos e perdeu a posição para a gigante China. O Brasil, 56º economia do mundo, vem crescendo a largos passos passando muito bem por cima da crise econômica mundial, despontando dentro do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), como um dos países que tiveram e continuam tendo um crescimento muito acelerado nos últimos anos, com ótimas perspectivas para um futuro não distante.
Em fim, é claro que essas comparações históricas, sociais e econômicas são válidas para fazer uma análise dos sistemas públicos de ensino de um de outro, porém, só elas não necessariamente definem a qualidade da educação dos dois países. Trata-se muito da postura, da questão filosófica, ideológica de um e de outro ao ver e tratar da educação e a percepção dos cidadãos e de seus representantes nas suas ações e respostas dentro do sistema. O Japão aprendeu que para ser grande tem que se fazer grande, e o instrumento para tal é a educação, eles formam, educam sua sociedade para atingir os seus anseios, como a Coréia do Sul vem fazendo também, e a mesma não tem uma economia equivalente a do irmão asiático. O Brasil tem que aprender rápido, que se não investir realmente em educação, sempre, como política pública, não como política de mandatos, os bons ventos da economia soprarão, empurrarão o barco até certa légua e depois ficaremos a deriva. Só com educação pública e de qualidade, o Brasil poderá garantir permanentemente uma “terra do sol nascente” para todos.

Da Redação do educAÇÃO BR - Editor Dhiogo Rezende.
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