domingo, 25 de março de 2012

Bibliotecas Comunitárias: uma alternativa para a inclusão social


O fenômeno das bibliotecas comunitárias surge nesse contexto para suprir as demandas da comunidade onde há deficiência do estado...
Foto de Samarone Lima (Jornalista, fundador da Biblioteca) Biblioteca Comunitária do Poço da Panela, Recife -PE
Por Caroline Soares (Estudante de Biblioteconomia da UFPE).
Para o educAÇÃO BR.

“O problema das bibliotecas brasileiras é, como todos os problemas educacionais do país, uma questão de extensão e profundidade, pois não só faltam bibliotecas espalhadas por todo território nacional, como também nos falta compreensão da importância dessas instituições na educação de um povo.” (Departamento de Letras da UFMG, 2012)
              
O fenômeno das bibliotecas comunitárias surge nesse contexto para suprir as demandas da comunidade onde há deficiência do estado. Essas unidades tornam-se instrumentos de divulgação da identidade cultural e social do local, entretenimento, letramento, acessibilidade e formação intelectual das pessoas que, em geral não tem acesso aos livros e às possibilidades de transformação dos mesmos. Estas pessoas em situação de pobreza encontram na biblioteca comunitária possibilidade de mudança do seu próprio contexto social.
            Segundo Machado,
[...] a biblioteca comunitária surge como um poder subversivo de um coletivo, uma forma de resistência contra hegemônica, de quase enfrentamento social
[…]. De forma empírica e criativa, elas trabalham, criando mecanismos para colaborar no desenvolvimento social, potencializando os talentos dos indivíduos e das comunidades, […]. (2010)

Buscando afastar jovens e crianças da criminalidade e aproximando-os da cultura e valorização do saber e da identidade da comunidade, os fundadores dessas bibliotecas dão acesso à informação que provavelmente não teriam em consequência da falta de oportunidades presente na sociedade civil. Um exemplo dessa busca pela transformação da realidade social de uma comunidade é a biblioteca do Poço da Panela, Casa Forte – Recife- PE, em um bairro de casas luxuosas há uma comunidade ribeirinha que foge a todos os padrões do mesmo, vivendo distante de todos os direitos fundamentais garantidos a seus vizinhos ricos. 

Os fundadores da Biblioteca comunitária do Poço da Panela, em meio a todas as dificuldades conseguiram mudar um pouco da realidade da comunidade através das atividades desenvolvidas na biblioteca, mostrando que as pessoas do local podem mudar a própria realidade através da leitura afastando assim os jovens da comunidade da violência crescente no entorno.

É nítido que essas bibliotecas surgem para tapar as lacunas deixadas pelas bibliotecas públicas, e como uma alternativa a falta de acessibilidade dessa parcela da sociedade e enquanto as gestões das bibliotecas públicas continuarem com uma visão de distanciamento do local em que estão inseridos e enquanto o poder público tratar a educação como necessidade secundária e/ou terciaria, surgirão fenômenos dessa natureza porque ao contrário do que se pensa, a população cria suas alternativas para transformação do seu meio. 

Referências:



quinta-feira, 22 de março de 2012

Assistência Social e Educação. Irmãs Distantes


Educação enche as mentes e também pode encher a barriga do povo...
Representantes das Prefeituras dos municipios do Bico do Papagaio (Prefeitos e Prefeitas)

“108 mil famílias vivem com renda de 0 a 70 reais por mês no Tocantins. Destas, 13 mil vivem com “zero” reais”.  Dados do governo ditos pelo Secretário de Assistência Social Agimiro Costa.

Do educAÇÃO BR.

Hoje na cidade de Araguatins que fica no Bico do Papagaio, região com índices alarmantes de pobreza, houve o lançamento do programa Tocantins Sem Miséria, primo de primeiro grau do programa do governo federal Brasil Sem Miséria. Nestes, contam ações que tem como principal objetivo erradicar a miséria no Brasil, tarefa nada fácil de ser realizada.

Quem tem um pouco de maturidade e consciência da nossa realidade politica sabe que há séculos o nosso sistema politico eleitoral sustenta-se corrupto e corruptível graças a existência da miséria do nosso povo. “erradicar a miséria” soa timbres muito utópicos no nosso país, a fome do povo alimenta o poder das elites no Brasil.

Neste evento estavam presentes várias lideranças políticas locais e regionais, a esperança ajuda a comportar os sofrimentos, o povo deve acreditar, mesmo que difícil, que existam políticos e gestores sérios, que tenham sensibilidade para este problema que é capaz de angustiar famílias por suas condições, mas também a consciência daqueles que estão na posição, função de seus mandatos legitimos de resolver esse latente problema nacional – a fome.

O governo Lula iniciou no Brasil uma nova era gestora, com programas que até já existiram em governos anteriores, com nomes diferentes, a novidade está na execução e na expansão de programas como o “Bolsa Família”. Devemos reconhecer que é necessário no nosso país politicas de assistência social, milhares de famílias, se não tiverem ajuda pública, realmente morrem ou procuram caminhos “indignos” de continuar sobrevivendo.

Mas não podemos deixar de criticar baseados na realidade e “personalidade” da politica nacional, viciada no clientelismo, eleitoreira, corrupta. Sabemos, vemos no cotidiano que o mesmo povo que recebe 100, 200 reais por mês juntando as várias bolsas e cartões isso, aquilo, é o mesmo que não tem água tratada, energia elétrica, saneamento básico, moradia, escola, saúde, segurança de formas plenas e dignas, tudo funciona mal, ou simplesmente inexiste para essa população “assistencializada”.
Vereador representante da Prefeitura de Araguatins, Secretário da SETAS Agimiro Costa e Dep. Estadual Amélio Cayres

Quando isso de fato mudará? Quando as palavras bonitas e aparentemente sinceras de um gestor, político, como as que foram ditas pelo Secretário de Trabalho e Assistência Social do Tocantins Agimiro Costa  deixarem de ser apenas palavras e serem árvores frutíferas nas vidas dos brasileiros. Ele disse o que tem que ser dito, que a politica de assistência social deve ser uma prática de todos, gestores, políticos, sociedade, independente de partidos, “Marcelistas ou Siqueiristas” (alusão ao ex e atual governador), de período eleitoral ou não. Falta realmente acabar o que é difícil no Brasil, a corrida, a disputa dos lideres, dos emergentes, das elites por poder, usando a miséria como massa de manobra em cada região onde há carência de mais politica e menos politicagem.

As familias cadastradas no Tocantins Sem Miséria devem receber um cartão para o recebimento de R$ 50,00 por mês.

Mais uma vez a mudança desse quadro partirá da transformação da consciência social e politica do nosso povo que só virá pela educação, essa que também é negada e sucateada de propósito, pois investimento nessa área significa diretamente na diminuição da pobreza mental primeiramente e por consequência, a miseria física. Educação enche as mentes e também pode encher a barriga do povo que nessa sua nova forma votará em representantes melhores, há séculos nossos políticos não querem isso, eles não querem mudanças, não querem ser substituídos. 

Já que esperança é o prato principal de milhares de familias brasileiras, esperamos que este programa no Tocantins e os demais Brasil a fora sejam realmente executados com transparència, sem politicagem, se apoiando nas falas éticas e sensatas dos politicos, como as ditas na manhã de hoje na Câmara Municial de Araguatins -TO. Esperamos então. Esperamos...

(Fotos de Dhiogo Rezende) Matéria EducAÇÃO BR.

quinta-feira, 8 de março de 2012

9 estados não respeitam lei do piso salarial para professores


Do EducAÇÃO BR.

Há sem dúvidas um bloco consistente de governos inimigos da educação de qualidade, inimigos dos professores, por consequência do Brasil. Mesmo os que respeitam a lei (18 estados), fazem apenas a obrigação e estão longe de darem um pagamento digno aos seus educadores. A estes que nem se quer pagam o mínimo, o piso, resta protestar e cada vez mais criar uma barreira bem sólida que separe perfis politicos que não são ideais para a educação brasileira.


Do Terra Brasil.
 
O Ministério da Educação (MEC) anunciou na última semana o valor do piso nacional do magistério para 2012: R$ 1.451,00. Mas apenas em 18 unidades da Federação os professores da rede estadual receberão na folha de pagamento de março valor igual ou superior ao definido pela lei (veja quadro abaixo). Levantamento feito pela Agência Brasil, com informações repassadas pelas secretarias estaduais de Educação, mostra que 12 estados já praticavam valores superiores ao estipulado para este ano e seis reajustaram a remuneração do seu quadro logo depois que o MEC anunciou o aumento.

A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Pelas regras, o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Entre 2011 e 2012, o índice foi de 22% e o valor passou de R$ 1.187,97 para R$ 1.451,00.

Governos estaduais e prefeituras alegam dificuldade para pagar o novo piso e 11 ainda não garantem a remuneração mínima. No Ceará, o estado pagava o valor do piso até 2011, mas, com o reajuste, aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa para aumentar a remuneração dos profissionais. Em Alagoas, o piso também era cumprido até o ano passado e segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, "o desejo do governo é continuar pagando", mas antes será feito "um estudo do impacto financeiro da implantação". A mesma situação se repete em Santa Catarina.

O Piauí também pagava o piso até 2011 e, segundo a secretaria, deverá começar a cumprir o novo valor a partir de maio. O governo do Amapá informou que está em negociação com o sindicato da categoria para definir como se dará o reajuste para atingir o piso.

Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins não têm previsão de quando irão cumprir os R$ 1.451 determinados para 2012. A Secretaria de Educação do Paraná se negou a informar quanto recebem os profissionais de nível médio, alegando que a maioria do quadro tem nível superior. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), os professores com nível médio e jornada de 40 horas - parâmetro estipulado pela Lei do Piso - têm vencimento inicial de R$ 1.233,00, portanto, abaixo do valor definido para 2012.

"O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos ainda não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro", criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade planeja uma paralisação da categoria na próxima semana para cobrar o cumprimento da lei.

A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha que recebem piso de R$ 791, o menor do país. De acordo com o governo do Estado, o problema ocorre porque o vencimento básico dos professores ficou "achatado" ao longo dos anos. Para "inflar" o salário, a remuneração total é composta por extras, como gratificações a abonos. Mas a Lei do Piso estipula que o valor mínimo é referente ao vencimento inicial e não pode incluir na conta esses adicionais. A Justiça do Estado determinou que o governo pague conforme a regra.

A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou Estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição. De acordo com o MEC, nenhum Estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.

Confira o valor do piso pago em cada unidade da Federação

Norte
Acre - R$ 1.451*
Amapá - R$ 1.085
Amazonas - R$ 1.905
Pará - R$ 1.451*
Rondônia - R$ 2.011
Roraima - R$ 2.142
Tocantins - R$ 1.329

Nordeste
Alagoas - R$ 1.187
Bahia - R$ 1.187
Ceará - R$ 1.270
Maranhão - R$ 1.451*
Paraíba -R$ 1.737
Pernambuco - R$ 1.451*
Piauí - R$ 1.187
Rio Grande do Norte - R$ 1.451*
Sergipe - R$ 1.451*

Centro-Oeste
Distrito Federal - R$ 2.314?
Goiás - R$ 1.460
Mato Grosso - R$ 1.760
Mato Grosso do Sul - R$ 1.489

Sudeste
Espírito Santo - R$ 1.540
Minas Gerais - R$ 2.200
Rio de Janeiro - R$ 1.732
São Paulo - R$ 1.894

Sul
Paraná - R$ 1.233**
Santa Catarina - R$ 1.281
Rio Grande do Sul - R$ 791
 
*Reajuste aprovado será pago na próxima folha
**Valor informado pelo sindicato da categoria no Estado

quarta-feira, 7 de março de 2012

Paralização Nacional dias 14, 15 e 16 de Março

Do educAÇÃO BR.


É preciso ter consciência de classe, infelizmente na área que teoricamente é formada por profissionais conscientes da realidade, dos aspectos politicos, econômicos e sociais que nos rodeiam, existem muitos alienados e por sua vez alienadores do nosso povo no cotidiano das salas de aula. É muito triste um professor nadar contra maré, contra sí mesmo, ter medo ou simplesmente ser passivo enquanto colegas lutam pela categoria.

Nos dias 14, 15 e 16, façam reflexões sobre o papel dos professores na nossa sociedade e sobretudo protestem com segurança, com a certeza de ter razão, essa que mora na realidade do nosso país, um Brasil cheio de desigualdades, afundado no lodo da corrupção, problemas que residem justamente nas falhas da nossa educação, e é por melhorias neste sistema que os professores devem encontrar sua razão de protesto, de luta que deve ser sempre consciente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MEC anuncia reajuste de 22,22% para o piso nacional do magistério

O Brasil precisa mais de vergonha dos governantes do que leis






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Do educAÇÃO BR
De leis, desde o Estado Novo de Vargas na década de 30, até que estamos nos servindo bem, mesmo sendo uma ditadura, o problema está no cumprimento das legislações pelos executivos. Principalmente quando estas são para beneficio ou desenvolvimento da educação neste país.

O Brasil precisa mais de vergonha dos governantes do que leis, ou talvez uma lei proibindo os politicos nos executivos de NÃO terem vergonha na cara e simplesmente fazerem o que a lei manda, uma lei do piso que desde 2008 se arrasta, se humilha para ser respeitada. Tem prefeituras e estados no Brasil que não pagam o valor ainda com a sifra de R$1.187, imaginem agora com este reajuste, o que aconterá?

Da CNTE.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou no final da tarde de hoje (27) o percentual de reajuste do piso nacional do magistério, que deve ser atualizado em 22,22% e passar para R$ 1.451. A atualização segue a determinação do artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. O piso salarial foi criado em cumprimento ao que estabelece o artigo 60, inciso III, alínea "e" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010. 

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais, que agora é de R$ 1.451. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Em 2011, o piso foi R$1.187 e, em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o valor era R$ 950.

Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos. Mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim. (CNTE, com informações da Agência Brasil 27/02/12)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Triste História de um Professor (mais um brasileiro)

O educAÇÃO BR recebeu em sua caixa de email essa história real de mais um professor brasileiro. ACOMPANHEM...




Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre, onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio.   Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”.  Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma ideia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe?  Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na  8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordos com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.

Fica cristalina a visão de que, neste país:

Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO

Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM

Alguns exemplos atuais:

Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"... O Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?  Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar, formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....

SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:

Ø Educação Física: Futebol;

Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;

Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das "Celebridades"

Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;

Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;

Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;

Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...

Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.

Está bom assim? ... eu quero mais!...

ESSE É O NOSSO BRASIL ...

Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)

Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para  ........ Arriscar a vida;

Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para  ........  Salvar vidas;

Ø Professor - R$ 728,00.....................para  ........  Preparar para a vida;

Ø Médico - R$ 1.260,00......................para  ........  Manter a vida;

E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).

IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha".   As próximas eleições estão chegando!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Brasil sem lei, SEM VERGONHA!

Os anos passam e a lei do piso (desde 2009) não é respeitada no país sem lei, sem vergonha.
Do educAÇÃO BR
É evidente que se as leis são para beneficio dos políticos ou profissões consideradas no Brasil como nobres, elas são aplicadas na mesma data que entram em vigor. Mas para beneficiar o profissional da educação, o pobre professor não, a não ser que a lei seja um aparato para pressionar, acuar os professores em seus trabalhos e desmantelo da educação.
Leis devidamente aprovadas, que beneficiam os professores e não são respeitadas pelos governos, é um claro golpe ao estado de direito, o direito básico de uma educação de qualidade, maltratar os professores é maltratar os estudantes, subjugar a educação é acabar com o futuro da nação.

Fuzilar o futuro da nação, missão dos nossos políticos, “razão social” das secretarias de educação deste país, entrave embutido no nosso sistema judiciário como uma peça original, sistema que vota e aprova uma lei importante para a educação, por tanto para o país, e que não tem meios de fazê-la cumprida diante daqueles que não as tem como importante, estes senhores e senhoras que estão à frente dos gabinetes executivos. Executam mesmo é o povo matando suas chances de uma vida melhor. 

17 estados não respeitam a lei do piso salarial dos professores
10 Dezembro 2011 (http://www.apeoc.org.br/midia/radio/4434-17-estados-nao-respeitam-a-lei-do-piso-salarial-dos-professores.html)

A lei nacional do piso do magistério ainda não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação. A legislação prevê salário mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, em jornada semanal de 40 horas, excluindo as gratificações e assegura que os docentes tenham 1/3 da carga horária para tarefas extraclasse.
A ideia é que os professores tenham melhores condições de trabalho com aumento salarial e período remunerado para atender aos alunos, preparar as aulas e estudar.

Dados pesquisados junto a todas as secretarias estaduais de Educação mostram que a jornada extraclasse é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo e Ceará, onde 17% da carga é fora da classe.

Desse grupo, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial, ou seja, estão totalmente fora da legislação nacional. Para o presidente do Sindicato – APEOC, professor Anízio Melo, isto é prova patente da falta de compromisso com a educação.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uma Mentira Conveniente

O MELHOR DO MELHOR, ENTRE OS MELHORES...
Do educAÇÃO BR
Mentiras plantadas no jardim castigado da nossa educação, muito mais espinhos do que pétalas, vemos muitas falsas propagandas a cerca do setor educacional por partes dos governos, estas são as que mais alienam a população, pois a iludem e lhes dão a falsa sensação de formação de qualidade, de que o governo pensa acima de tudo em seu povo. As mentiras sobre a nossa educação viram verdades quase absolutas na cabeça de um povo que historicamente foi e continua usado politicamente pelos dominantes e enganado quanto aos direitos que deveriam existir na sua vida.
O Governo do Estado do Tocantins engana seu povo, mente para o Brasil ao falar de certos investimentos na educação que não são concretos e reais, principalmente se levarmos ao pé das letras garrafais das propagandas de 1º, 2º lugar nos avanços da educação e em outras áreas sociais, prática bem comum em todas as máquinas administrativas do Brasil, que gastam grande parte do orçamento com propagandas.

"O TOCANTINS TEM O 2º MELHOR SALÁRIO DE PROFESSOR DO BRASIL."

Segundo uma análise comparativa realizada em dezembro de 2010 pela APEOC, filiada a CUT e a CNTE, o salário de professor no Tocantins (40h) é o 9º do Brasil, o Maranhão (um dos estados mais pobres da união) aparece em 2º atrás do Distrito Federal que paga R$ 3,227,87.
No Brasil é muito conveniente mentir, aumentar, fraudar “verdades” sobre a educação, além de atacar na via de fato, nos espaços escolares e seus profissionais, atacam na mídia, bombardeando a opinião pública, os olhos da massa deseducada brasileira que ainda não aprendeu a ver.

  



Notícia publicada em 12/01/2012 - - Autor: Fernando no site: http://www.araguainanoticias.com.br/noticia/1431/o-misero-salario-do-professor-e-o-2o-maior-do-pais.html
O mísero salário do professor é o 2º maior do país
O piso salarial dos professores da rede estadual de ensino no Tocantins terá um aumento de apenas 7,29 % a partir de janeiro deste ano, passando dos atuais R$ 2.854,00, para 3.062,00. Apesar do salário ser muito baixo, essa “façanha” coloca o Tocantins como o 2° estado que melhor paga os profissionais da educação, conforme a SEDUC.

Até parece uma piada de mau gosto. Porém, essa é a realidade da educação no Brasil. Não é que o salário dos professores do Tocantins seja alto, mas a verdade é que a educação nunca foi, não é, e nunca será uma prioridade no Brasil. Portanto, com a desvalorização dos profissionais na educação em todo o país, qualquer aumento se transforma no segundo maior da Nação.

O interessante é que o salário do Secretário Estadual da Educação, Danilo Mello, é de 15 mil reais, ainda tem todo o suporte como assessoria, transporte e outras regalias. Isso é um salário digno. Por outro lado, o professor passa 4 anos em uma Universidade se preparando e ao chegar numa sala se depara com uma longa jornada de trabalho, precisa levar serviço para casa, como fazer planejamento, elaborar e corrigir provas e preencher diários.

Além de trabalhar num ambiente sem condições ergonômicas, no calor e com poucos recursos pedagógicos, cumprir todos as exigências da escola, ao final do mês a "recompensa" é 7 vezes menor que a do secretário.

Se o Secretario Danilo deixasse o conforto de sua sala e atuasse como professor em uma sala de aula, talvez não diria que esse aumento é um ganho para a educação no país. Claro que esse aumento salarial é importante, mas não é o suficiente e nem o ideal para os professores. Professor deve ser valorizado e ter um salário digno. No dia em que a educação brasileira tiver o valor que merece, o Brasil passará por uma transformação profunda e sairá do 3° mundo, passando a ser de 1° mundo.

Outro aspecto interessante é que em Araguaína um vereador ganha mais de 6.500 reais, além de verbas de gabinetes e assessorias, sendo que para ocupar esse cargo não precisa ter nenhuma formação. E temo vistos os resultados das ações de políticos despreparados: o Ministério Público teve que intervir em várias decisões da Câmara de Araguaína, por serem inconstitucionais. Já o professor com todo o preparo, e com um papel de extrema importância na sociedade tem um salário que não chega a metade do ganho de um parlamentar.

A educação pode transformar uma nação e tirar as regalias dos políticos. Portanto não é que o salário do professor no Tocantins é bom, mas sim a falta de valorização da educação é que possibilita governantes fazer declarações imbecis e repugnantes como essas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Volta às aulas. Nada de novo no fronte.


Nada de novo no fronte
Volta às aulas no Rio de Janeiro depois de confrontos em regiões de tráfico. Fonte: http://www.blogdomarcelo.com.br/v2/tag/escolas/
Dia primeiro de fevereiro de 2012, a maior parte de nossas crianças regressará as escolas brasileiras e pelo jeito nada de novo nestes campos de batalha da educação em guerra a séculos com o sistema politico que se arma todos os anos para metralhar as consciências ou a formação de qualidade dos nossos cidadãos.

As secretarias de educação, municipais e estaduais apertam no velho replay dos votos de que este ano tudo vai dar certo, tudo será melhor que ano passado. Um blá blá blá de que depende dos professores, está em suas mãos a melhoria da educação, é o dever, é a missão, docentes, coordenadores, diretores, secretários, prefeitos, governadores, presidente estão todos no mesmo barco, a diferença é que os engravatados da educação e professores de escritório têm muitos botes salva-vidas.

A poucos dias de iniciar as aulas faltam professores, não convocação ou convocação sem tempo hábil para posse de concursados ou simplesmente a continuidade da não realização de concursos e a exploração de professores contratados, reparos ou reformas que não foram feitas nas escolas, ou então não foram terminadas a tempo, inadequações ainda a famigerada lei do piso, e os artigos que versam sobre 1/3 da carga horária para planejamento, fazem o quadro torto na parede da nossa educação todos os anos, a décadas, a séculos.

Este ano é de eleições municipais e mais uma vez veremos promessas de melhorias na educação, agradinhos aos estudantes e professores, a escola se perde na razão de ser, um espaço que ao invés de caminhar na contramão da ignorância, da corrupção, parece aliar-se a estes projetos nada deslumbrantes ao futuro da nação, ao progresso do país, nada de novo no fronte, aos soldados da educação, mais força nas baionetas.








domingo, 11 de dezembro de 2011

CONSELHO DE CLASSE. Aprovando a Reprovação.


A nossa educação é composta por sistemas que foram criados para aprovar em quantidade, mas sem qualidade.

Foto da WEB. Ilustração.


Do educação BR

As vésperas de mais um fim de ano letivo, se repetem fatos que pitam a feia imagem da nossa educação, principalmente a pública. Estudantes que não fizeram jus a alcunha durante todo o ano, nas duas últimas semanas resolvem se transformar, ficam mais comportados e fazem tudo que os professores pedem, e evidentemente que não podem aprender a soma de conhecimento de meses e meses anteriores.

Dado o caos secular que é a nossa educação, o faz de conta que se fez o ano inteiro (professores fingiram que ensinaram e estudantes fingiram que aprenderam) fica mais real no último bimestre. O medo de reprovar é o de ficar para trás em relação aos outros colegas, não sabem (ou sabem) que já estão atrás há muito tempo, os aprovados menos atrás do que os reprovados ou não necessariamente nessa ordem. Fingir que está tudo certo para os dois lados, professores-estudantes, pode evitar dores na consciência e noites mal dormidas, efeitos colaterais mais presentes nos mestres evidentemente.

A nossa educação é composta por sistemas que foram criados para aprovar em quantidade, mas sem qualidade, em alguns, o estudante que ficar reprovado em até três disciplinas pode passar no conselho tranquilamente, se o estudante ficar em apenas uma matéria, independente de sua nota, muitas escolas entendem que é quase impossível de ele ficar retido no conselho, principalmente quando esta disciplina é a que o corpo escolar julga como inferior ou menos necessária, como nos casos de artes, religião, educação física, línguas.

Alguns conselhos chegam a ser hilários de um certo ponto de vista, todo tipo de situação pode ser usada para a não reprovação de um estudante, doenças fantasiosas como o fato verídico de uma menina ter sua avaliação mais relaxada por ter segundo a mãe, “menstruado de mais” no período de provas, ou se tiverem certas características ou situações sociais são tratados como especiais e na prática não podem ser reprovados, estudantes pobres que tem muitos irmãos ou moram longe (zona rural), que trabalham, ou meninas que estão no início da gravidez ou bem depois da licença maternidade são exemplos.

Ainda acontece de a reprovação, de um número limite, claro, para não macular a unidade escolar perante o sistema, ser por critérios não técnicos quanto ao desempenho dos estudantes nas aulas, pode variar desde a sua postura ou aparência até seu grau de antipatia ou não parentesco com o corpo docente e funcionários da escola ou o professor na sua avaliação, tem que decidir entre tantos candidatos a reprovação, os casos que ele julgar como os piores. 

No ano seguinte, estes alunos riem dos professores, principalmente daqueles que falam em reprovação para angariar mais compromisso por parte do alunado. Muitos não entendem quase nada dos conteúdos escolares ministrados, no entanto, entendem muito bem que mesmo assim, ele pode ser aprovado sem aprender o que pode e o que deve, assim passam a maior parte do ano literalmente brincando, basta ter frequência, essa que além da aprovação, pode render a continuidade do recebimento de bolsas assistenciais do governo.

O resultado é devastador na qualidade, estudantes de ensino médio que não sabem ler e escrever direito, que não tem noções básicas das disciplinas das séries que foram aprovados, ao receberem novos ou reformulados conteúdos das séries seguintes, ficam cegos em um verdadeiro tiroteio de novas informações, piorado com a situação de que o conteúdo que era para ser antigo, na verdade é muito novo para eles também.

A ponta hierárquica do sistema está nas secretárias de educação que não querem índices ruins, os resultados reais das avaliações não podem aparecer, pois estes seriam desastrosos para fins eleitorais e manutenção das gestões no poder. A ordem passa do cume da pirâmide para as diretorias regionais que a empurram para as direções das escolas que acabam passando a bomba com o pavio bem curto para as mãos dos nossos professores.

Muitos dos nossos mestres não conseguem lidar com a pressão, direções e coordenações pedagógicas chegam a fazer terrorismo psicológico, ameaçando, dizendo que ordens superiores aparecerão na escola para confrontar o professor e suas avaliações quanto às notas baixas expedidas, assim os docentes se veem perdidos, no fim resta o professor sujar suas mãos, seu diploma e aprovar estudantes as dezenas sem condições de seguirem adiante nas próximas séries.

O pior é que esta maquiagem da aprovação de 85%, 90% ou mais, não é muito boa, não resiste aos jatos d’água fria das avaliações externas como a Prova Brasil e o ENEM, as cores borram e saem por completo, estudantes que tiram somente notas altas na sua escola, tem um desempenho horrível nestas provas externas, vemos que os sistemas de educação pública têm suas escolas com os piores resultados no subsolo dos rankings, enquanto na ponta aparecem escolas (na maioria particulares) onde quem não alcança os níveis não é aprovado, e sem choro, nem vela só passa quem sabe. 

Sendo assim, a culpa pode cair sobre os professores, os galhos fracos do sistema, pois são eles que estão nas salas de aula, o sistema de coação das secretarias fica escondido nesta fase, o professor é que surge como vilão, como o "único elemento" que não está fazendo seu trabalho direito.



 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Evolução da nossa Educação



Email interessante que está circulando na internet. O educAÇÃO BR divulga.




 


HÉDUCASSÃO...
sensacional! leiam
 

A Evolução da Educação:
 
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 ...:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00


E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!

Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Escola Brasileira e o Dia 20 de Novembro

Faltam consciências de muitas cores
Do educAÇÃO BR
Está chegando mais um dia 20 de novembro e poucos brasileiros sabem o seu significado ou a sua função social. Muitas escolas trabalham muito por ser mais uma convenção dos calendários, pois muitos “educadores” também não compreendem a importância pedagógica do dia. Faltam consciências de muitas cores ainda no Brasil, cores da política, da nossa cultura, da nossa sociedade, a negra assim como as outras é obscurecida pelo apagão educacional que vivemos no Brasil.
Sabemos que a nossa educação não anda bem, desde sempre, não podemos confiar que hoje, séculos depois da escravidão somos uma nação consciente e livre de preconceitos, ainda mais se é na escola também que se des”aprende” os reais valores da nossa história e do nosso povo. O nosso bullying racial é iniciado pelos jesuítas, ensinam ainda que uma cultura é superior a outra nas escolas, grupos cristãos inferiorizam as religiões de matriz africana, admiração e temor ainda se misturam diante de apresentações de capoeira, danças e batuques nas escolas, muitas unidades de ensino não são áreas laicas, o proselitismo religioso corre solto, o conservadorismo "ético e moral" que perseguem os economicamente desfavorecidos e até os de orientação sexual diferente segue o mesmo ritmo. 
Um Brasil com sindromes coloniais ainda insiste na escravidão, ou será que o povo é livre dos seus antigos dominantes, das elites, governantes que nos negam direitos, que nos prendem a projetos de exploração maquiados de sociais, meios de manutenção de seus poderes? Se traçarmos uma linha do Brasil colonia até o republicano, veremos que os nomes mudaram mas a relação opressor-oprimido continua e até com as mesmas caracteristicas, podem até ter mudado os ares, mas muito do cheiro ainda ficou. De donatários e índios escravos, de senhores e negros escravos, a governantes corruptos e eleitores comprados, de patrões exploradores e seus empregados.
A escola que não funciona ou funciona só para cumprir calendário em dias como o 20 de novembro, é parte do esquema secular da relação de servidão do nosso povo. Continua se ensinando que o negro foi escravizado e pronto, e não se aprende direito os reflexos na sociedade atual resultantes de quase quatro séculos de sofrimento de milhões de um povo que se constitue a nação brasileira como a castanha constitui o caju, seja doce ou não, amarelo ou vermelho, todos no final somos caju.
Caímos nas teias positivistas dos dominantes e ganhamos sem saber direito um herói, o Zumbi que assim como nosso Tiradentes existiram muito mais para seus opressores do que para os seus próximos. Suas histórias são pintadas para nos dá um orgulho que incorporamos mais como uma forma simbólica da nossa memória do que significados conscientes do nosso passado ligado a nossa existência, ainda oprimida no nosso presente. A liberdade ainda é necessária, ainda precisamos nos livrar de vários grilhões, seria bom se pelo menos a cada dia 20, isso ficasse bem claro aos brasileiros de todas as cores.
   

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Professor Escravo


Dos grilhões ao quadro e giz.
Prof. Ana Caroline

Acordar às 6 da manhã de segunda a sexta, com uma carga horária de 40 horas semanais divididas em três turnos, quando não está ministrando as aulas em sala, está na sala dos professores planejando, quando está em casa, divide o tempo de se alimentar, trabalhos domésticos, e “descansar” com mais horas de planejamento ou correção de atividades e provas que sempre se estendem para os finais de semana, alguns ainda com sábado letivo. Um dia de trabalho que vai até perto do próximo, beirando a meia noite, dormir para recarregar-se para mais um dia de trabalho é a rotina para milhares de professores brasileiros.
O trabalho docente no Brasil é árduo e mal remunerado, sem valor e reconhecimento social, até ai nenhuma novidade, o problema é fazer tudo isso, ter essa grande responsabilidade de educar os filhos da nação, muitas vezes sem ter as mínimas condições e simplesmente não ser pago por isso. É a história de muitos educadores como a Ana Caroline, professora que deixou Imperatriz do Maranhão para se aventurar no Bico do Papagaio desde agosto deste ano, formada em Biologia, ministra aulas de biologia, ciências, química e religião em um colégio estadual do Tocantins.
Chegando ao quarto mês sem receber, a resistência financeira e psicológica está vencida assim como as inúmeras contas, débitos em mercados, farmácias, e vence também as caras que não tem mais expressão para ficar diante dos credores. A mais de cem quilômetros de casa, o cansaço e o desanimo são mais do que aparentes, e é claro que isso se reflete na qualidade das aulas.
O regime escravista de trabalho é caracterizado pela falta de direitos básicos, submissão a condições degradantes e desumanas. Ana Caroline assinou um contrato de trabalho com o governo do estado do Tocantins, o que legalmente a faz ter garantidos direitos trabalhistas, na prática, o direito que ela tem é o de dar aulas aconteça o que acontecer, sem receber por elas, logo surge uma imagem dos professores no pelourinho da educação.
A comparação deste regime de contrato com um regime de escravidão não chega a ser um exagero distante, lembrando-se do sofrimento dos negros africanos e afro-brasileiros na história do nosso país, é triste tentarmos fazer essa associação com os trabalhadores da educação no Brasil. Imaginamos a vida de qualquer trabalhador do século XXI que trabalha diariamente a mais de três meses e não recebe, logo enxergamos um cotidiano de incertezas, desânimo, insegurança, medos, um quadro do atual sistema capitalista completamente desumano, um ícone forte de um sistema de exploração da mão de obra.
O governo do estado do Tocantins pratica no funcionalismo público o que outros tantos estados brasileiros também fazem, sabemos que as prioridades são outras, educação não. A administração tocantinense afirma que pagará os contratos em dezembro, assim como professores efetivos que estão trabalhando 40 horas e recebendo apenas 20. A justificativa é que os atrasos são por conta da burocracia, alguns contratados receberam apenas um mês dos três trabalhados e também esperam o restante. O prejuízo já é certo, pois os descontos serão feitos em cima do valor de todos os meses juntos, o que reterá na fonte uma quantia grande do salário liquido dos professores.
O intrigante é que o governo em seu site da SEDUC-TO anunciou medidas de valorização da educação como a premiação de 12 milhões de reais para as escolas e seus profissionais, fora os gastos com a climatização das salas de aula, por exemplo. Tudo para 2012, enquanto na segunda metade de 2011, centenas de professores amargam o gosto de trabalhar tanto e não verem a cor dos seus pagamentos. Mais vale uma boa propaganda na mão do que dinheiro da folha salarial voando.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Brasil, sobe um pouco seu IDH e continua escorregando na educação

Brasil é o 84º do ranking de IDH da ONU. 

Do educAÇÃO BR
"É evidente que o Brasil precisa melhorar seus índices educacionais para melhorar seu desenvolvimento humanos, como todos os analistas costumam destacar. Mas não deve deixar de lado seus esforços para combater a pobreza extrema e reduzir a desigualdade social." Pois bem, sem educação não há desenvlvimento humano, então nada de comemoração por algumas posições a frente, estamos entre os 15 países com a pior distribuição de renda do mundo, estas poucas posições não fazem o Brasil aparentemente ser melhor, falta literalmente condição de qualidade de vida para milhões de brasileiros, isso sim é visivel todos os dias.

Não adianta esperar uma melhor qualidade de vida se o que proporciona isto para qualquer cidadão no Brasil ainda é negado, uma educação de qualidade. E isto logo se aprende na escola ou em casa, - sem o estudo você não chega a lugar nenhum meu filho, sendo assim, vamos continuar engolindo cantos de vitória do governo e do PNUD ou vamos encarar que não há necessariamente um paralelo da situação de avanço econômico com desenvolvimento social em nosso país, falta educação do governo, por tanto, falta a do povo primeiro. 

De Carta Capital


Apesar da 84ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2011, desempenho vexatório para um país com a sétima maior economia do mundo, o Brasil tem melhorado a sua performance nos últimos anos. Tanto que, ao divulgar o novo relatório, na manhã desta quarta-feira 2, o escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pontuou que, na evolução de posições do ranking de 2006 a 2011, “o Brasil está entre os 24 países com melhor desempenho, ou seja, aqueles que subiram três ou mais posições”. Nem por isso há tantos motivos para celebrar.

De fato, na comparação com o ano anterior, o País avançou uma posição. Em 2010, o Brasil obteve a classificação 73 entre as 169 nações analisadas. Com a inclusão de 18 novos países e territórios reconhecidos pela ONU no cálculo, atingindo o número recorde de 187 estados avaliados, os pesquisadores do Pnud reclassificaram os desempenhos em anos anteriores. Daí a constatação de que o Brasil passou do 85º lugar para o 84º entre 2010 e 2011. O atual índice brasileiro (0,718) mantém o País no grupo de nações com desenvolvimento humano considerado elevado e está acima da média global (0,682). Comparado aos demais países dos Brics, só perde para a Rússia (0,755).

Gráfico com o IDH dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul): só a Rússia supera o Brasil
Há, contudo, um aspecto que costuma ser deixado em segundo plano nas avaliações sobre o IDH. Desde 2010, o Pnud divulga uma lista de países com o IDH ajustado à desigualdade (IDHAD). Neste ano, o índice brasileiro foi de 0,519, valor 27,7% inferior ao aferido pelo IDH tradicional. Isto ocorre em função das variáveis consideradas em um e outro indicador. O IDH convencional é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. No quesito renda, por exemplo, é considerada a renda per capita, uma média que mascara os problemas decorrentes da desigualdade social.

Como o Brasil está entre 15 países com pior distribuição de renda do planeta, o nosso IDHAD apresenta um valor bem abaixo do IDH tradicional, em alguns casos até inferior ao de nações africanas como o Gabão. No ranking do IDH convencional, estamos 22 posições à frente dos gabonenses. Ao considerar as variáveis de desigualdade, o desempenho do Gabão (0,543) é superior ao nosso. “Nesta área, o Brasil se insere em um contexto semelhante ao da América Latina, onde a desigualdade – em especial de renda – faz parte de um passivo histórico que ainda representa um grande obstáculo para o desenvolvimento humano. Mas o relatório elogia os esforços e avanços da região na tentativa de reduzir estes números, e faz menção às conquistas de Argentina, Brasil, Honduras, México e Peru”, registra o Pnud.

Fato é que, no ranking dos 137 países que calculam o IDH ajustado à desigualdade, o Brasil cairia 13 posições, ficaria numa ainda mais vexatória 97ª posição. É evidente que o Brasil precisa melhorar seus índices educacionais para melhorar seu desenvolvimento humanos, como todos os analistas costumam destacar. Mas não deve deixar de lado seus esforços para combater a pobreza extrema e reduzir a desigualdade social.

Para ler a íntegra do relatório do Índide de Desenvolvimento Humano do Pnud, clique aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcha de professores - Exército dos 10% pelo PIB educação.

Professores marcham em Brasília pelos 10% do PIB para a educação

Marcha pretende reunir 10 mil trabalhadores para pressionar deputados e senadores a encaminhar a proposta


Do educAÇÃO BR.

Quantos pés terão que marchar ainda no solo de Brasília para que o cumprimento de leis ou medidas que concensualmente no mundo da ética desenvolvem positivamente a educação de um país? Quem pode ser contra algo que melhore a educação? Declaradamente ninguém, é irracional em uma sociedade moderna, no século da informação e conhecimento, muito menos os políticos, eles não são loucos para em seus depoimentos emitirem ideias contrárias a educação de qualidade, mas no entanto, são contraditórios ao proporem ou apoiarem medidas inimigas da educação, ou simplesmente ignorar leis ou propostas, principalmente os de cargos executivos, governadores por exemplo.
Marchar é preciso, o ético e justo não podem ser engolidos pela vontade secular das elites continuarem negando a massa o direito a educação, o direito de enxergar e definir os caminhos a seguir em uma sociedade que só será igual e realmente democrática através das águas que correm nos leitos da nossa educação, e assim como água, não se nega a ninguém. 


São Paulo – Professores de todo o país organizam uma passeata para esta quarta-feira (26) em Brasília, para pressionar parlamentares a defender a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor de educação. A marcha, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), estima reunir cerca de 10 mil pessoas, entre profissionais do setor, estudantes e população, que também devem protestar pelo cumprimento da lei do piso do magistério em todos os estados e municípios.
 

Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta terça-feira (25), Roberto Leão, presidente da CNTE, disse que a pressão sobre o Congresso é essencial para que avance o processo de melhorias na educação e para que os profissionais da área tenham seus direitos respeitados.“Consideramos essa Marcha decisiva para a aprovação dos 10% do PIB para a educação e para denunciar o não cumprimento do Piso Salarial (dos professores) pelos estados e municípios”, disse.

Cerca de 140 mil cartões-postais assinados em campanhas feitas durante o semestre nos 43 sindicatos filiados serão entregues ao relator do Plano Nacional de Educação (PNE) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, Ângelo Vanhoni (PT-PR). O encontro está marcado para o período da manhã. Outros abaixo-assinados em apoio à luta da categoria devem ser colhidos ainda na quarta.